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Doença de Alzheimer

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A Doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade avançada.

Entende-se por demência o declínio adquirido, persistente, em múltiplos domínios das funções cognitivas como a capacidade de reter memórias recentes, absorver novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos, julgamentos de valor, estar alerta, expressar-se adequadamente, etc., e funções não cognitivas como comportamento que vai da apatia ao isolamento e à agressividade.

A causa da doença é desconhecida.

 

Fatores de risco

  • Idade: em casos mais raros pode acometer pessoas a partir dos 50 anos, sendo mais comum, no entanto, a parir dos 65 anos, aumentando o risco com o avançar da idade. Após os 85 anos de idade, a doença atinge 30% a 40% da população.
  • História familiar: casos de Alzheimer ou outras demências na família.
  • Síndrome de Down: é mais frequente em portadores da síndrome, com manifestação mais precoce.
  • Apolipoproteína E: o colesterol é necessário para a proteção das raízes nervosas. É uma proteína importante no transporte de colesterol no sistema nervoso central. Quando essa proteína tem determinadas características genéticas a probabilidade de ter Alzheimer é maior.
  • Sexo: para pessoas acima dos 65 anos o risco futuro de ter Alzheimer é de 12% a 19% para as mulheres; e de 6% a 10% para os homens.
  • Trauma craniano: pessoas que já tiveram um trauma craniano podem ter mais chances de desenvolver Alzheimer.

 

Fatores que protegem contra a doença

  • Escolaridade: adquirir novos conhecimentos aumenta a reserva intelectual e retarda o aparecimento da demência. O analfabetismo e a baixa escolaridade estão associados à maior prevalência da doença de Alzheimer.
  • Atividade física: protege contra o Alzheimer

 

Quadro clínico

O quadro começa com dificuldade de memorização e desinteresse pelos acontecimentos diários. A memória de curta duração, necessária para a rotina diária é a primeira a ser comprometida, como por exemplo: esquecer onde deixou a carteira, a chave de casa, o nome de um conhecido. Com o passar do tempo, a pessoa deixa as tarefas pela metade devido ao esquecimento, por exemplo: esquece o que foi fazer no quarto, deixa o fogão aceso, abre o chuveiro e sai do banheiro, perde-se no caminho de volta para casa.

O esquecimento recente se agrava, pois, o quadro é progressivo, contrastando, porém, com a facilidade de lembrar do passado.

A pessoa perde habilidades mais complexas primeiro, como planejamentos, e depois as mais básicas como cuidar da própria higiene, alimentar-se, etc.

Com o tempo a dificuldade de aprendizado se agrava, a linguagem também fica comprometida, a orientação espaço-visual se deteriora dificultando o reconhecimento de lugares bem conhecidos anteriormente.

Mas adiante, as funções motoras como andar, subir escadas, vestir-se tornam-se cada vez mais difíceis.

Na fase avançada a incapacidade de reconhecer faces, de controlar esfíncteres, a alteração do ciclo sono/vigília e demais fatores tornam a pessoa totalmente dependente de terceiros.

Dos primeiros sintomas ao óbito a pessoa vive, em média, 6 a 9 anos.

 

Estágios

Há três estágios clínicos: leve, moderado ou grave. É muito variável a duração dos estágios e como eles evoluem. Podem ser divididos da seguinte forma:

  • Pré-clínico: silencioso; sem perda cognitiva observável;
  • Transtorno cognitivo leve: primeiras evidências de perda cognitiva;
  • Forma leve: esquecimentos; familiares e amigos notam o problema;
  • Forma moderada: confusão mental; agitação; ansiedade; apatia;
  • Forma moderadamente grave: não consegue lidar com afazeres pessoais; desorientação no tempo e espaço; dependência;
  • Forma grave: necessita de cuidados em tempo integral; incontinência urinária e fecal; delírios; obsessões; frequentemente requer internação;
  • Forma muito grave: perda da fala; incapacidade de locomoção; perda da consciência.

 

Tratamento medicamentoso

São utilizados dois tipos de medicamentos, os inibidores das colinesterases e os antagonistas dos receptores de glutamato. Recomenda-se utilizar um diário para anotar os resultados da medicação. A doença é incurável e progressiva. O objetivo do tratamento é preservar por mais tempo possível as funções intelectuais.

 

Fonte: Drauzio Varella